7.4.08

A primeira resenha a gente nunca esquece

Não que eu nunca tenha escrito nenhum texto sobre algo que vi ou ouvi, mas esse foi o primeiro a ser publicado em algum lugar que não o meu fotolog. Então, como estou numa completa falta do que falar, lá vai o texto na íntegra. E não que meu final de semana tenha sido tedioso, bem pelo contrário, mas não pretendo fazer deste blog um "meu querido diário", apesar de ter o nome de Diário. Ah, chega. Vamos ao que interessa:

Ozzy Osbourne, Black Label Society e Korn: Estádio Palestra Itália - São Paulo/SP

por Bel Gasparotto

Os portões do Parque Antárctica foram abertos por volta das 16h30, quando já se podia ver uma verdadeira multidão em frente ao estádio. Apesar do grande número de pessoas, a entrada foi tranqüila e relativamente rápida.

O show do Black Label Society iniciou às 19h30 em ponto, e a impressão que dava é de que muitos estavam ali no estádio para ver, exclusivamente, a banda de Zakk Wylde. O grupo tocou por cerca de 40 minutos, agitando muito os que já a conheciam e prendendo a atenção dos que não são ainda familiarizados com o som do Black Label Society. O primeiro show termina com Zakk pedindo ao público que o esperem voltar com o Ozzy.

Às 20h30 o Korn sobe ao palco. Aparentemente, o show que teve uma duração aproximada de uma hora, não animou. Realmente as pessoas que estavam ali queriam Ozzy e mesmo durante o show do Korn gritavam sem cessar pelo “príncipe das trevas”.

Às 22h15 as luzes do estádio se apagam e os telões começam a exibir um vídeo com várias cenas satirizando grandes sucessos da mídia norte-americana, como Lost, Piratas do Caribe e Família Soprano. Ainda nos bastidores, Ozzy provoca o público dizendo que quer levá-los à loucura. E enfim sobe ao palco com a música “I Don’t Wanna Stop”, de seu novo trabalho, “Black Rain”.

Ozzy segue quase o mesmo ‘set list’ das apresentações anteriores, tocando em seguida “Bark at the Moon”, “Suicide Solution”, “Mr. Crowley” e mais uma do novo álbum, “Not Going Away”. O público, sempre fiel, parece bem familiarizado com as músicas novas, cantando junto como o faz nos maiores sucessos da carreira de Ozzy. Aos que queriam um pouco de Black Sabbath, Ozzy cantou “War Pigs”, com as tradicionais cenas de guerra no imenso telão no fundo do palco, “Iron Man” e “Paranoid”, música que encerrou a apresentação que durou pouco mais de uma hora e meia.

Para quem esperava encontrar ali uma simples lembrança do que foi Ozzy Osbourne, o show impressionou. O homem não pára durante a apresentação, não fica devendo nada: incita o público, abaixa as calças e joga baldes de água na galera, tudo como sempre fez, e como sempre todos querem vê-lo fazendo.

Ao final, o público saiu satisfeito, comparando a apresentação com a que ocorreu em 1995. Esse público, composto em sua maioria por pessoas de 20 a 30 anos, deseja não ter que esperar tanto tempo para ver o bondoso velhinho de novo, desejando boa noite e que Deus os abençoe.

Texto publicado originalmente no Território da Música, dia 07/04/2008

6 comentários:

Mike disse...

Não conhecia esta versão roqueira da Bel... poxa, uma professora de história jovem, tatuada e roqueira. Vou te contar um segredo: vc é alvo fácil de paixonite dos alunos... com certeza, é uma revolução na cabeça dos meninos (e meninas) tão acostumados ao modelo clássico (e ultrapassado) de professora.
É isso aí, quebrar padrões é que há de melhor pra se fazer.

Visitei teu fotolog e te conheci melhor... vc parece ser super simpática e "cool"
Grande abraço
Mike

Bel Gasparotto disse...

Ah, nem tanto, nem tanto, rsrs. Com certeza são seus olhos, kkk

Alec disse...

Hum... Lendo acima, sinto que estou sobrando... rs... Ótimo, vou escrever rapidin para não atrapalhar... rs...
Sobre a resenha, digo, muito bem escrita.
Sobre a opnião do mike, realmente há muito em que penso parecido.

Edu Guimarães disse...

Oi Pro Bel, tudo bem?

Esse site Território da Música (http://www.territoriodamusica.com.br) é muito bacana. Com certeza só pessoas legais e que entendem muito de música trabalham lá... (Hahahá!)

Mas já disse, a resenha ficou boa mesmo. Logo perco meu emprego...
;-0

Beijão!

F. S. Júnior disse...

versão roqueira não, versão das trevas.... hauhauhauauhha
ficou boa a resenha, Bel... demonstrou bem como o show... beijos

Anônimo disse...

Oi baby,

Meus alunos estão descobrindo agora que eu tenho tatuagem e gosto de rock rs. Ai céus. A diferença é que moro no interior da Bahia. Tô ferrada!
Beijos!