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5.4.10

Titãs e a minha vida

Dica de filme hoje: Titãs - A vida até parece uma festa (2008)


Já não tão novo, mas eu nunca tinha visto. O filme é bem superficial, na verdade. Eu esperava algo que contasse, com as tais filmagens do Branco Mello, a trajetória da banda, com depoimentos, histórias, etc. Na verdade é uma salada de imagens, novas, velhas e arcaicas de toda a carreira dos Titãs, mas não segue uma linha exata, e muita coisa fica pra ser contada. Talvez não seja mesmo a idéia do filme contar uma história, se esse realmente não é o objetivo, então ok.

Sim, ele diverte sim. Principalmente pra quem tem a minha idade e cresceu ouvindo Titãs nas FMs. Tenho 30 anos, quando criança tinha primas mais velhas, e uma delas me apresentou o Cabeça Dinossauro. Só a capa já dava medo. O som, algo incrível, pesado, letras em português que nem sempre entendíamos o sentido, e algumas que entendíamos bem. Minha mãe louca da vida com um cara dizendo que não gostava de padre, não dizia amém. Em outra, gritava em alto e bom som, mandando todo mundo se foder. Era sensacional! O fato é que depois desse disco, posso dizer com toda certeza que Titãs nunca mais saiu da vitrola daqui de casa. Nunca mais até o início dos anos 90, quando veio o Titanomaquia e o que grande parte dos fãs entendem como o auge da banda. Depois disso veio o Domingo e o Acústico, que conseguiu dar uma levantada na moral dos caras, mas era tarde. Algo ficou no caminho, algo que cresceu, gradativamente e se perdeu depois do Titanomaquia.

Assistindo ao filme, vendo aquelas cenas, ouvindo aquelas músicas, pensei em tudo isso, nunca tinha dado a devida importância aos Titãs. Sim, na verdade, até hoje eles estão presentes na minha vida, puta saudade daquela época em que pegávamos os discos emprestados, ouvíamos até cansar... Go Back, Jesus não tem dentes... E o Tudo ao mesmo tempo agora? Como adorei esse disco! Era a única garotinha da escola que gostava de uma música em que se falava e repetia a palavra clitóris várias vezes. Hoje xingo, reclamo, lamento a atual situação da banda, mas sem nunca esquecer tudo o que ela me trouxe de bom. Sim, o fime foi bacana, poderia ter sido melhor, mas cumpiu o papel de entreter e me fazer lembrar até mesmo de coisas bacanas, importantes e até tristes que rolaram ao som de Titãs. Quanta saudade!

4.2.10

Filmes

A Festa da Menina Morta

É o primeiro filme dirigido por Matheus Nachtergaele, e diria eu que é um filme diferente de tudo o que eu já vi. Não é nada inovador como o cinema novo, por exemplo, mas causa um certo estranhamento.

A história se passa numa comunidade ribeirinha do Amazonas, e gira em torno da tal festa da menina morta. A menina desapareceu há 20 anos e, na época, um cão entregou os restos do vestido da menina a outro menino, que ficou conhecido como Santinho e passou a 'fazer milagres' e benzer o povo da comunidade. Santinho é interpretado por Daniel de Oliveira, na minha opinião, um dos melhores do cinema nacional atualmente. Santinho é um jovem destemperado, egoísta e mal educado, porém, reverenciado por toda a comunidade. Todos os preparativos para a festa acontecem mesmo sendo contra a vontade do irmão da menina, que não acredita na santidade do rapaz.

Se eu tivesse que descrever o filme com um adjetivo só, utilizaria 'amargo'. É um filme amargo, me faz falta alguma delicadeza, não sei dizer ao certo o que falta. Com certeza não falta uma ótima direção, uma ótima interpretação dos atores, nem a maravilhosa fotografia, mas é um filme pesado sim. O momento de maior delicadeza, na minha opinião, é uma cena de incesto gay, aparentemente, o único momento de satisfação, de alegria do Santinho.

Recomendo, não deve ser passado em branco, mas prepare-se, não é um filme fácil.

14.1.10

PARANORMAL SCRIPTEASE

Pra quem viu Atividade Paranormal e odiou como eu, esse vem nos redimir!

12.1.10

Variação sobre o mesmo tema

Cidade Baixa

Mais uma variação do mesmo tema: dois amigos, uma mulher. Lázaro Ramos e Wagner Moura são Naldinho e Deco, donos de um barco e trambiqueiros de primeira. Dão carona a uma prostitura, Karina, que acaba envolvendo os dois, que são amigos de infância e garantem, entre brigas e ciúmes, que não é uma boceta (isso mesmo que dizem, não sou eu, ok? rss) que vai separá-los. O filme deixa em aberto várias questões, amizade, amor, tesão.

Além da história que prende (mas não muito), tem a fotografia, impecável. Cores e enquadramentos lindos, dramáticos como o filme. Isso sim, na minha opinião, é o melhor do longa, a fotografia. De resto, meio que 'mais do mesmo'.

7.1.10

Sem palavra

Sou uma mentirosa, sem palavra. Acabei de ver o filme de hoje, poucas horas após dizer que não assistiria nada.

No olho do furacão

Assim como o ABC da Greve, esse também é um documentário originado durante um estudo para outro filme. Toni Venturi (que depois dirige Cabra-Cega) e Renato Tapajós investigam e entrevistam pessoas que estiveram na linha de frente da luta armada durante a ditadura militar brasileira. Quatro pessoas contam como era seu cotidiano durante a guerrilha, pequenas coisas como amizades, festas, pequenos prazeres, as dores dos primeiros assassinatos, tudo é contado pelos entrevistados. Relatos sobre torturas são poucos, até porque a filmografia e literatura sobre o tema são vastas. Interessante demais ver uma senhorinha, vovozinha mesmo, contando que fazia sequestros e coisas do gênero. Nenhum deles se arrepende de nada e levam uma vida aparentemente normal.
Sinceramente, nem sei se esse documentário foi lançado comercialmente, o que eu tenho é uma gravação da Senac TV. Maravilhas da internet no nosso lar.

Se gosta do tema, assista Cabra Cega também, o produto final dessas entrevistas. Filme muito sensível sobre a guerrilha, com uma trilha sonora sensacional, da Fernanda Porto.

6.1.10

Nome Próprio

O motivo pra eu ter baixado esse filme é estranho, mas vamos lá. Ouvindo rádio conheci uma música muito bacana, chamada Nome Próprio, mesmo nome do filme, de uma banda chamada Porcas Borboletas. Fuçando por aí, descobri que a música havia sido feita para o filme, protagonizado pela Leandra Leal, que também tem participação em algumas músicas do álbum. Sem mais nem menos outro dia 'tropecei' no filme num site, e baixei.

O que posso dizer? É a história de Camila, uma garota que vive intensamente, cria situações afim de ter história para escrever em seu blog, que pretende transformar em livro. Nunca gostei muito da interpretação da Leandra Leal, ela é linda, mas nunca curti muito não. Nesse filme parece que ela amadureceu bastante, parece que tá perdendo o jeito de 'menininha', conseguiu dar um ar mais 'puta' pra personagem. Mas ainda assim é uma puta bem meiguinha, rss.

Nome próprio me lembra muito outro filme, chamado Nina. Personagens complexas, que lutam pra ir contra a sociedade, pelo direito de viver fazendo arte, quase marginal. O filme só peca no fim, que me pareceu vazio demais, parece que acaba no nada. Se interessou? Segue abaixo o clip com algumas imagens do filme e a música que citei lá no começo, do Porcas Borboletas.


5.1.10

E o filme de hoje é...

Segunda-feira, nada melhor do que ir ao cinema, certo? Mas veja bem, escolha o filme certo...

Atividade Paranormal

Fraco. Pra quem já assistiu e adorou filmes como O Exorcista e Potergeist, francamente, o filme não causa nada além de cansaço. Vamos apontar os problemas: não tem argumentação, algo acontece, mas o que, por que e pra que, nada disso é apontado; não tem a pitada de realidade que Bruxa de Blair, por exemplo, tem; não tem cenas impressionantes, amedrontadoras, onde, sem ver, sentimos o mal por perto, como e O Exorcista. Pô, o cara não gastou nada com o filme, foi rodado todo dentro da casa, com uma filmadora doméstica, contratou atores medíocres, poderia ao menos ter cuidado melhor do roteiro... Ah, a história? Um casal em que a mulher é atormentada por uma força do mal desde a infância, e o homem substima tal atormentação, e compra uma filmadora pra registrar os tais fenômenos. Sinto muito, tem que caprichar muito ainda se quer tentar fazer uma versão alternativa de Bruxa de Blair.

4.1.10

PROJETO UM FILME POR DIA, OU DOIS

Ontem foram dois, a noite tava mais quente que o inferno, não conseguia dormir. Melhor aproveitar o tempo...

9 Songs

Filme não recomendado para menores e pessoas com falsos pudores. Trata-se, de forma muito geral, de muito sexo com música. O filme mostra a relação de um casal que se conhece num show, e as cenas vão intercalando um show, uma (como dizer sem ser vulgar) trepada. Mas o bacana mesmo é como o sexo é mostrado, explícito, mas sem ser vulgar, o que diferencia o filme de um pornô. Sim, é um filme adulto, tem cenas fortes e definitivamente não é um filme pra ser assistido em família. Mas é bem bacana.

O sono não veio, resolvi assistir outro.

ABC da Greve

Esse eu tinha baixado faz tempo, e não tinha visto ainda, sei lá por qual motivo. O documentário retrata as greves no ABC paulista no final dos anos 70, exatamente no momento em que Leon Hirzman, o diretor, fazia pesquisa de campo para o filme Eles não usam black-tie. O filme não foi lançado na época, precisou ser restaurado para só então chegar ao público em 1990. Claro que contou aí o sentimento 'bairrista', afinal, é demais assistir a um filme todo rodado aqui, no ABC, onde moro desde que nasci. Conta também o fato de ter crescido ouvindo falar sobre essas greves, e sobre a ascensão no nosso atual presidente, o Lula. Ótimo documento histórico!

PROJETO UM FILME POR DIA

Chegou o período das férias e como não viajei, o tédio me consome. O ano foi tão cheio de projetos na escola que resolvi seguir na mesma linha e implantei o ‘Projeto um filme por dia’. Como tudo, já comecei meio errado, então hoje vou postar os dois que já assisti, afinal, a idéia original é falar sobre cada um dos filmes no dia seguinte.


Dia 01/01 – De Olhos Bem Fechados


Eu sei, eu sei. Eu fico com vergonha de não ter visto esse filme até então, mas antes tarde do que nunca. E como vivi tanto tempo sem vê-lo? As cenas são mais envolventes do que a história, e tem uma trilha sonora maravilhosa. Incrível como numa tomada é possível saber todo o estado de espírito do personagem, sem ele nem ao menos esboçar uma palavra, truques de Kubrick. Destaque, lógico, para a cena da ‘festa privada’ num castelo. Se não sabe do que falo e se interessou, precisa ver!


Dia 02/01 – Amarelo Manga


Nacional com Matheus Nachtergaele acho que não tem lá muito o que errar. O filme retrata o dia-a-dia massacrante de gente simples de Recife. “Dia após dia e não pára nunca’, diz a personagem principal. Agora, sejamos francos: alguém aí já viu um filme em que a Dira Paes não faça papel de vagabunda? Veja bem, nada contra as vagabundas da Dira Paes, pelo contrário, são todas ótimas. Se não consegue imaginar a mulher de outro jeito, assista, vale a pena. Aliás, só pelo Nachtergaele já vale a pena.